Registo de hóspedes e boletins de alojamento na Europa: o guia país a país
Todos os alojamentos na Europa — hotel, pensão, apartamento, parque de campismo ou alojamento local — são obrigados por lei a comunicar quem dorme debaixo do seu teto. Os portais têm nomes diferentes (SIBA, SES.HOSPEDAJES, eVisitor, Alloggiati Web, AJPES…), mas o padrão é o mesmo: dados de identidade, um prazo medido em horas e coimas quando falha. Aqui fica como funcionam os sistemas e como os alojamentos modernos entregam todos os boletins automaticamente.
Porque é que esta obrigação existe em todo o lado
As leis de registo de hóspedes vêm de duas origens: os registos policiais de cidadãos estrangeiros (muitos países aplicam o artigo 45.º da Convenção de Schengen, que obriga os alojamentos a fazer preencher boletins de declaração aos estrangeiros) e as estatísticas do turismo, a que se junta a cobrança da taxa turística. É por isso que, em vários países, uma única submissão alimenta ao mesmo tempo a polícia e o instituto de estatística — e calcula a taxa municipal devida por hóspede e por noite.
A consequência prática para um hoteleiro: por cada hóspede (nalguns países só os estrangeiros, na maioria — todos), tem de recolher os dados do documento de identidade e submetê-los a um portal do Estado, normalmente nas 12 a 24 horas seguintes à chegada. À mão, isso significa voltar a escrever os campos do passaporte num formulário web todos os dias da época.
Os sistemas, país a país
Nomes, portais e prazos tal como são geralmente aplicados em 2026. As regras mudam e algumas regiões acrescentam requisitos locais — confirme sempre junto do registo oficial da zona do seu alojamento.
| País | Sistema / boletim | Quem é comunicado | Prazo habitual |
|---|---|---|---|
| Portugal | SIBA / boletim de alojamento (AIMA) | Hóspedes estrangeiros | Em 3 dias úteis |
| Espanha | SES.HOSPEDAJES (registo único de viajantes) | Hóspedes com 14+ anos | Em 24 horas |
| Itália | Alloggiati Web (Polizia di Stato) + ISTAT/portais regionais | Todos os hóspedes | Em 24 horas (6 h em estadas de menos de 24 h) |
| Eslovénia | AJPES eTurizem (polícia e estatística; taxa turística) | Todos os hóspedes | Nas 12 horas após a chegada |
| Croácia | eVisitor | Todos os hóspedes | Em 24 horas (por vezes 10 h para estrangeiros) |
| Áustria | Gästeverzeichnis / Meldezettel (municipal) | Todos os hóspedes | Em 24 horas |
| Alemanha | Meldeschein (ficha hoteleira, §§ 29–30 BMG) | Todos os hóspedes (formulário à chegada) | À chegada |
| Chéquia | Ubyport (polícia de estrangeiros) | Hóspedes estrangeiros | Em 3 dias |
| França | Fiche individuelle de police | Hóspedes estrangeiros | À chegada (conservada 6 meses) |
| Países Baixos | Nachtregister (registo noturno municipal) | Todos os hóspedes | À chegada |
Que dados tem de recolher
Os campos exigidos são notavelmente parecidos de sistema para sistema — e é exatamente isso que torna a automação viável:
- Nome completo, data de nascimento, nacionalidade, sexo
- Tipo e número do documento de identidade (passaporte ou cartão de cidadão)
- Datas de chegada e partida, número de noites
- Por vezes: naturalidade, morada, número de visto, ou a categoria de isenção da taxa turística (crianças, pessoas com deficiência, etc.)
São precisamente os dados que um fluxo de check-in online com leitura de documentos já recolhe. Quando o hóspede lê o passaporte durante o check-in online, a MRZ é lida pela máquina — sem gralhas, sem letra ilegível — e todos os campos que o registo precisa já vêm estruturados.
O custo real de fazer isto à mão
Imagine um alojamento de 12 apartamentos na costa, com 70% de ocupação no verão e uma média de 2,4 hóspedes por reserva. São cerca de 400 a 500 registos individuais por época. A três ou quatro minutos cada um (encontrar a foto do passaporte, abrir o portal, autenticar com o certificado, escrever, submeter), só o registo consome 25 a 35 horas de puro trabalho administrativo — concentradas à noite, porque os hóspedes chegam ao fim da tarde e o prazo está a correr.
Depois há o risco. As coimas por registos em falta ou fora de prazo variam muito, mas são pesadas em todo o lado: tipicamente centenas de euros por infração e, nalgumas jurisdições, milhares em caso de reincidência — com inspeções muitas vezes despoletadas por auditorias à taxa turística. Um lote de registos falhado pode custar mais do que um ano de software de automação.
Como funciona a comunicação automatizada
- Sincronização das reservas. A reserva chega do Booking.com, Airbnb, Expedia ou do seu channel manager com datas e número de hóspedes.
- Captura da identidade. Cada hóspede verifica o documento no fluxo de check-in online antes de chegar — todos os membros do grupo, não apenas quem reservou.
- Validação. O software confronta os dados com as regras de formato do registo (tipos de documento, códigos de país, categorias de isenção) enquanto o hóspede ainda está no fluxo, para que os erros sejam corrigidos por ele e não por si.
- Submissão. O boletim é entregue automaticamente ao sistema nacional e o comprovativo fica guardado com a reserva.
- Taxa turística. Quando aplicável, a taxa por pessoa e por noite é calculada, cobrada ao hóspede durante o check-in e refletida na reconciliação mensal.
O envolvimento do proprietário reduz-se a olhar para um painel — e a tratar do hóspede ocasional cujo documento falha a verificação, que o sistema sinaliza antes da chegada e não depois.
Perguntas frequentes
Tenho de comunicar crianças?
Nos sistemas que abrangem todos os hóspedes (Eslovénia, Croácia, Itália, Áustria), sim — os menores são registados, normalmente sob a reserva de um dos pais, e costumam estar isentos da taxa turística ou pagar tarifa reduzida. O SES.HOSPEDAJES espanhol abrange hóspedes a partir dos 14 anos.
Posso deixar os hóspedes entrar antes de o boletim ser entregue?
O desenho mais seguro é o contrário: o código da porta só é libertado depois de todos os hóspedes da reserva concluírem a verificação de identidade. Essa única barreira torna estruturalmente impossível ter «hóspede não registado lá dentro» — e é assim que o fluxo da ReceptionGO funciona por omissão.
E se um hóspede se recusar a mostrar o documento?
Tem o direito — e, na verdade, o dever — de insistir; nestas jurisdições, quem não se identifica não pode ser legalmente alojado. Na prática, a recusa é rara quando a verificação acontece num fluxo online normal, antes da chegada.
Nunca mais reescreva um passaporte
A ReceptionGO verifica os documentos dos hóspedes durante o check-in online e entrega o boletim obrigatório automaticamente — com a taxa turística tratada no mesmo fluxo.
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