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Taxa turística no alojamento local em 2026: Lisboa, Porto e outros concelhos — quanto, a quem e como entregar
Artigo informativo, não constitui aconselhamento jurídico ou fiscal. Para o seu caso, confirme junto da câmara municipal, da AT ou do seu contabilista certificado.
Em 2026, a taxa municipal turística é de 4 € por pessoa e noite em Lisboa e 3 € no Porto, em ambos os casos até 7 noites por estadia e a partir dos 13 anos. Outros concelhos têm valores próprios. O anfitrião cobra ao hóspede, entrega à câmara e mostra a taxa na fatura como linha separada, sem IVA.
A taxa turística calculada por hóspede e paga com o saldo, antes da chegada. →
A taxa turística é pequena por noite e grande em trabalho: idades, noites, isenções, quem já pagou pelo Airbnb e quem não, e a declaração mensal à câmara. Um engano repetido em cada reserva vira um problema no fim do ano. Veja como funciona e como deixar de pensar nisso.

Valores em 2026
| Concelho | Valor por pessoa e noite | Limite | Isentos por idade |
|---|---|---|---|
| Lisboa | 4 € (desde 1 de setembro de 2024) | 7 noites | Menores de 13 anos |
| Porto | 3 € | 7 noites | Menores de 13 anos |
| Outros (Algarve, Madeira, Sintra, Cascais, Óbidos…) | Varia; no Algarve muitas vezes com valor de época alta e baixa | Varia | Varia |
Os valores dos concelhos mudam com frequência: vários subiram desde 2024 e outros criaram a taxa pela primeira vez. Antes de configurar, leia o regulamento atual do seu município no site da câmara, não uma tabela de um blog (incluindo esta). Os valores, épocas e idades de Sintra, Cascais, da Madeira e do Algarve estão em taxa turística por concelho.
Como se calcula
Fórmula: hóspedes sujeitos × noites (até ao limite) × valor.
- Casal, 3 noites em Lisboa: 2 × 3 × 4 € = 24 €.
- Família com filhos de 15 e 9 anos, 10 noites no Porto: 3 sujeitos × 7 noites × 3 € = 63 € (a criança de 9 anos está isenta; o limite corta as noites).
- Em Lisboa, a idade conta no dia: o hóspede só paga a partir do dia seguinte ao 13.º aniversário.
Isenções habituais
- Crianças abaixo da idade fixada pelo regulamento.
- Tratamento médico — com comprovativo da marcação ou do serviço médico (Lisboa).
- Situações de emergência — proteção civil ou emergência social, com documento das entidades competentes.
Guarde o comprovativo da isenção com a reserva. Em caso de inspeção, a isenção sem documento conta como taxa não cobrada.
Quem cobra: Airbnb, Booking ou o anfitrião
| Origem da reserva | Quem cobra a taxa | O que fazer |
|---|---|---|
| Airbnb, em Lisboa ou no Porto | A plataforma | Não cobrar outra vez; declarar à câmara como cobrada pela plataforma, se o regulamento o pedir |
| Airbnb, noutros concelhos | O anfitrião | Cobrar como numa reserva da Booking — o Airbnb não trata disso |
| Booking.com | Em regra, o anfitrião | Indicar a taxa nas condições do anúncio e cobrar antes da chegada |
| Reserva direta | O anfitrião | Incluir no pagamento e na fatura |
O erro mais caro é a dupla cobrança: o hóspede do Airbnb paga a taxa na plataforma e depois outra vez à porta. Gera reclamações e más avaliações. O inverso, achar que a Booking cobra, acaba com a taxa paga à câmara do seu bolso.
Entregar à câmara
Cada município tem a sua plataforma. Em Lisboa e no Porto, o titular do alojamento regista-se no portal da taxa turística e declara, normalmente todos os meses, as dormidas e o valor cobrado, pagando depois por referência. O que convém ter pronto no fim do mês:
- lista de estadias com noites e hóspedes sujeitos;
- isenções com comprovativo;
- separação entre o que cobrou e o que a plataforma cobrou;
- total a entregar.
Estes números devem bater certo com os boletins SIBA dos hóspedes estrangeiros e com as faturas. As inspeções cruzam as três fontes.
Na fatura
A taxa entra na fatura do hóspede como linha separada, não sujeita a IVA, com indicação do motivo. Não a some ao preço da estadia: inflaciona a base do IVA e a receita do IRS. Os detalhes técnicos — ATCUD, QR e menções — estão em faturação no alojamento local.
Cobrar antes da chegada
A melhor altura para cobrar a taxa é no check-in online, junto com o saldo e os extras: o hóspede vê o detalhe, paga com cartão e chega sem conversa sobre dinheiro. Para alojamentos sem receção, é praticamente a única forma. O processo completo está em check-in autónomo no alojamento local.
Perguntas frequentes
A taxa turística leva IVA?
Não. É um tributo municipal que o anfitrião cobra por conta da câmara. Na fatura deve aparecer como linha separada não sujeita a IVA, e não conta como receita do alojamento para o IRS.
Se a reserva veio pelo Airbnb, tenho de cobrar a taxa?
Só em Lisboa e no Porto: segundo a página de ajuda do Airbnb para Portugal, são os únicos concelhos onde a plataforma cobra e entrega a taxa por si — aí não volte a cobrar ao hóspede. Em Sintra, Cascais, no Algarve ou na Madeira, a cobrança é sua, também nas reservas do Airbnb. A Booking, em regra, não cobra.
As crianças pagam?
Em Lisboa e no Porto, os menores de 13 anos estão isentos; paga-se a partir do dia seguinte ao 13.º aniversário. Noutros concelhos a idade de isenção pode ser diferente (em Faro e em Loulé, 16 anos). Veja o regulamento do seu município.
O que acontece se o hóspede recusar pagar?
A taxa é devida por lei e o anfitrião responde pela sua entrega. Indique-a no anúncio e na confirmação da reserva e cobre-a antes da chegada — evita discussões à porta.
Quem fica mais de 7 noites paga tudo?
Não, em Lisboa e no Porto a taxa aplica-se no máximo a 7 noites seguidas por pessoa e estadia. Uma estadia de 10 noites paga 7.
A taxa cobra-se sozinha
Introduza os valores e isenções do seu município uma vez; cada reserva calcula a taxa por idade e noites e o hóspede paga-a com cartão no check-in online. 30 dias grátis.
Começar grátisFontes
- Câmara Municipal de Lisboa — Taxa municipal turística de dormida
- Informação Lisboa — Taxa turística de dormida sobe para 4 euros (2024)
- Câmara Municipal do Porto — Taxa municipal turística
Legislação verificada pela última vez a 15 de outubro de 2026.